Contrato Liderar Com Proposito

TERMOS CONTRATUAIS DA GERAÇÃO Y

Há um tempo atrás recebi um e-mail de uma das lideranças com quem trabalho, me indicando um texto ‘muito reflexivo’ sobre a nossa Geração Y. Pensei:

“Mais um texto ‘esclarecedor’ sobre pontos fortes e fracos da geração y. Provavelmente, escrito por alguém que nem se quer é, efetivamente, desta geração. Vou ler quando der.”

Levou várias semanas para eu finalmente acessar o tal ‘texto reflexivo’, e eu supunha que não aguentaria nem mesmo as primeiras frases, e o fato foi que:

Não consegui tirar os olhos da tela nem por um instante.

Quando finalmente terminei, fiquei imóvel, com um apanhado de perguntas passando na minha cabeça. Fiquei inquieta e sabia que não podia ignorar essa sensação.

Depois de alguns dias refletindo, constatei o que me intrigava: “Exatamente! não somos obrigados.”

Não somos obrigados a ter sucesso, ser felizes para sempre, virar bilionários, mudar o mundo, estar sempre felizes, fazer somente o que gostamos, estarmos 24h por dia conectados, aceitarmos toda oportunidade que aparecer, sermos perfeitos.

Lendo assim, rapidamente, pode parecer óbvio, mas não é de jeito nenhum.

Já parou pra pensar quanto tempo ficou remoendo um erro, uma frase dita de impulso, uma palavra que faltou no seu ‘pitch’, uma oportunidade que perdeu, uma reunião que se atrasou, um final de semana ‘pouco aproveitado’?

(Se nunca te sentiu assim, desconsidere este texto)

Não somos obrigados a remoer situações TOTALMENTE NORMAIS porque acreditamos precisar sermos perfeitos.

Errou? Peça desculpas. Perdeu? Tenta de novo. Pegou mal? Amanhã é um novo dia.

E pra começar a se sentir assim, mais livre desta ‘responsabilidade de ser perfeito(a)’, precisa ser de dentro pra fora.

A gente precisa se permitir, deixar fluir e administrar o que sentimos. Encarar o ser humano que existe dentro de nós. Recebê-lo de braços abertos, com seus perfeitos e imperfeitos traços.

É assim que a gente começa a se desencaixar destes ‘termos contratuais’ da geração que representamos e passamos a agir mais de acordo com quem verdadeiramente somos.

Não somos obrigados.

O que vai ser? Por obrigação ou pelo coração?

O texto que me intrigou está neste link aqui.

Se vais lê-lo, prepare-se para uma crítica ferrenha. E pode ser que ele te desperte reflexões diferentes das minhas, mas acima de tudo, espero que te desperte algo.

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